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IFC Reúne o Setor Privado na América Latina para Impulsionar Investimentos para o Combate às Mudanças Climáticas

Bogotá, Colômbia, 14 de junho de 2016 – A IFC, membro do Grupo Banco Mundial, abriu hoje em Bogotá o Fórum de Negócios Climáticos (Climate Business Forum) para a América Latina e Caribe, a fim de ajudar a estimular investimentos do setor privado que reduzam as emissões de carbono. O Fórum reúne mais de 300 líderes dos setores público e privado, financiadores e acadêmicos para discutir e explorar novas áreas nas quais o setor privado possa fazer uma contribuição crítica para ampliar investimentos inteligentes em matéria de clima na região.
O Fórum ocorrerá nos dias 14 e 15 de junho e contará com a participação do Sr. Juan Manuel Santos, Presidente da Colômbia, e do Sr. Mauricio Cardenas, Ministro das Finanças da Colômbia, que deverão destacar os esforços do governo colombiano no sentido de reduzir os impactos da mudança climática. O Sr. Enrique Peñalosa, Prefeito de Bogotá, será o orador principal no segundo dia do Fórum, que focará em cidades sustentáveis.
A Colômbia, como muitos outros países da América Latina, está procurando reduzir em 20% as emissões de gases estufa até 2030. O governo há muito vem enfatizando a importância de embarcar em um caminho de crescimento de baixo carbono que implique na gestão sustentável dos recursos naturais e na implementação de práticas sustentáveis de gestão da terra, água, resíduos e florestas.
“Desenvolver o potencial inovador do setor privado será crucial para reduzir emissões nos próximos anos”, afirmou Liz Bronder, Diretora para a América Latina e Caribe da IFC. “Em um país como a Colômbia há enormes oportunidades de produção de energia limpa, como a solar, e de adoção de  novos modelos de negócios que incentivem práticas energéticas eficazes. Na IFC temos um longo e bem-sucedido histórico de apoio ao setor privado para potencializar esses tipos de oportunidades”, afirmou ela.
O Fórum serve como importante plataforma de reunião para líderes empresariais de toda a região e de outros mercados emergentes que estão dirigindo suas empresas no sentido da adoção de novos modelos de negócios que capitalizem práticas e iniciativas inteligentes em matéria de clima. A participação das principais empresas da região é crucial para o crescimento econômico sustentado da América Latina, uma vez que certas estimativas indicam que perdas associadas à mudança do clima podem atingir até 5% do produto interno bruto da região se as temperaturas globais aumentarem 2,5 graus centígrados na segunda metade do século.
“No histórico acordo sobre o clima adotado em Paris em dezembro de 2015, 195 países concordaram em reduzir suas emissões para manter o aquecimento global abaixo de 2 graus centígrados. Isso preparou o caminho para a participação ativa do setor privado: um número crescente de empresas chegou à conclusão de que criar uma estratégia empresarial de baixo carbono pode beneficiar também seus resultados”, afirmou Christian Grossmann, Diretor de Mudança do Clima da IFC . “A experiência da IFC e seu alcance global podem ajudar o setor privado da América Latina a identificar algumas das oportunidades-chave no combate à mudança do clima,” concluiu ele.
De acordo com We Mean Business – uma coalizão de organizações que trabalham com as empresas e os investidores mais influentes do mundo, as empresasna América Latina e no Caribe estão conseguindo, em média, atingir uma taxa de retorno de cerca de 17% ao ano em seus investimentos inteligentes em matéria de clima. , uma margem saudável em comparação com outras economias de mercado. Isso mostra as amplas oportunidades presentes no setor privado da região. Na Colômbia, por exemplo, segundo estimativas da IFC, há um potencial de investimento de US$ 27,5 bilhões em energia renovável até 2030. No Brasil essa cifra eleva-se para cerca de US$ 152 bilhões e, no México, aproximadamente US$ 75 bilhões.
Com base em seu compromisso renovado de combater às mudanças climáticas e como parte do Grupo Banco Mundial, a IFC comprometeu-se a ampliar seus investimentos relacionados com o clima a fim de alcançar, em termos globais, 28% dos novos compromissos anuais de investimentos até 2020. Na América Latina a IFC também planeja ampliar sua carteira no setor da infraestrutura urbana em edifícios verdes, transporte, gestão de resíduos, energia, abastecimento de água, saneamento e telecomunicações. A IFC também continuará a apoiar o desenvolvimento de instrumentos financeiros, tais como títulos verdes (“green bonds”), a fim de garantir que os mercados de capital continuem a desempenhar um papel no aumento do financiamento para o clima.
Sobre a IFC
A IFC, parte do Grupo Banco Mundial, é a maior instituição de desenvolvimento do mundo voltada para o setor privado nos mercados emergentes. Trabalhando com mais de 2.000 empresas em todo o mundo, usamos nosso capital, conhecimentos técnicos e influência para gerar oportunidade onde for mais necessário. No exercício fiscal de 2015, nossos investimentos de longo prazo nos países em desenvolvimento subiram para quase US$ 18 bilhões, ajudando o setor privado a desempenhar um papel essencial no esforço mundial para colocar fim à miséria e aumentar a prosperidade compartilhada. Para mais informações, visite www.ifc.org .
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